quarta-feira, março 11, 2009

campanha carimbó patrimônio cultural brasileiro



O Carimbó é o gênero musical tradicional mais conhecido do Pará, cuja manifestação ocorre há mais de dois séculos em quase todas as regiões do Estado, sendo considerado um elemento fundamental da identidade cultural da região povo. Resultado da formação histórica e cultural das populações da Amazônia, sua perenidade e resistência deve-se principalmente a processos de transmissão oral e a modos de vida tradicionais preservados pelas comunidades do litoral e do interior paraoara.

A Campanha “Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro” é uma iniciativa que busca envolver e mobilizar a sociedade em torno da valorização e do reconhecimento do Carimbó como expressão importante da cultura brasileira. Organizada por grupos de carimbó e entidades culturais de vários municípios, esta Campanha faz parte do processo iniciado pela Irmandade de Carimbo de São Benedito junto ao IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – para registrar o Carimbó Paraense como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.

É importante ressaltar o apoio desta iniciativa pelo Governo do Estado, através da SECULT e suas fundações, em especial a Fundação Curro Velho, afirmando assim o seu compromisso com as diretrizes da 1ª Conferência Estadual de Cultura que aprovou uma moção de apoio ao processo de registro do carimbó como patrimônio cultural brasileiro.

Por que organizar uma campanha para registrar o carimbó?

Entre tantas manifestações integrantes deste grande mosaico que é a cultura brasileira, o Carimbó tem se destacado por sua importância artística, cultural, ambiental, histórica e social. Desde os primórdios da cultura popular na Amazônia, são inúmeras as obras de Carimbó que não possuem registro, são inúmeros casos de produções musicais, saberes e trajetórias de vida de grande relevância para a história da cultura nacional que sobrevivem somente na memória coletiva de nossos mestres e seus descendentes.

O registro do Carimbó como bem cultural de natureza imaterial significa um importante passo para garantir sua preservação e seu reconhecimento como patrimônio cultural, elemento essencial e definidor da identidade regional. O registro se faz necessário diante do acelerado processo de desagregação social e homogeneização cultural que atinge a região amazônica, onde as culturas nativas e tradicionais vem sendo velozmente atropeladas pelos produtos culturais da modernidade capitalista, o que ameaça a diversidade e as identidades próprias dos povos desta região.

O caminho do carimbó atualmente

O carimbó hoje busca o seu reconhecimento mais amplo, mais profundo, lutando para afirmar sua importância para toda a sociedade brasileira. Hoje os grupos estão buscando se articular de forma mais coletiva, compartilhando compromissos e idéias, aprendendo a trabalhar juntos respeitando toda a diversidade que existe dentro do carimbó. Há também um caminhar mais forte no sentido da autonomia e protagonismo das comunidades e dos seus grupos, uma necessidade concreta de unidade e organização para conquistar cada vez mais espaço e reconhecimento.

TRIO MANARI

sábado, março 07, 2009

CURRO VELHO AINDA INSCREVE PARA OFICINAS

Estão abertas as inscrições para O Grupo Cênico da Fundação Curro Velho. Jovens de a partir de 16 anos, que possuem iniciação teatral, podem fazer parte dessa iniciativa artístico-social. As artes cênicas, trabalhadas enquanto linguagem artística, possibilitam às crianças o desenvolvimento da sensibilidade, criatividade e estímulo dos movimentos.

Esse trabalho feito pela fundação, por meio de oficinas na área da linguagem cênica, atende crianças, adolescentes, jovens e adultos. Esses exercícios envolvem a interpretação, concentração e expressão vocal do ator. Conhecer a área teatral envolve também a história do teatro e comentários sobre autores teatrais, além de exercícios espontâneos sobre a temática. Na construção do teatro, além da interpretação, os alunos poderão construir bonecos para teatro e representar através da manipulação.

O Grupo Cênico surgiu em junho de 2003, a partir do anseio de jovens que descobriram, por meio do teatro, da dança e da música, uma possibilidade de formação cênica mais continuada. Dessa forma, por meio de montagem de espetáculos, os jovens podem ter uma experiência de amadurecimento no trabalho com a linguagem cênica como veículo de crescimento pessoal, artístico e social.

Em quase seis anos de existência, o Grupo Cênico montou vários espetáculos de grande importância e repercussão na cidade, entre eles "A roupa nova do imperador", em 2003, "Quando os caramujos vão ao funeral", em 2004, "Clik, um jogo de idéias", versões em 2004, 2005 e 2006, "Nós na fita", em 2006, "Folias do amor e Severino de Maria", em 2007, e o mais recente "Sessenta e Oito", em 2008. Desde 2007, o Grupo Cênico vem renovando a sua prática cênica, convidando jovens provenientes de diferentes comunidades e projeto sociais, democratizando cada vez mais a participação desses protagonistas da cena social.

Serviço - As inscrições para as oficinas do Grupo Cênico da FCV já estão abertas e são gratuitas. O curso terá início na próxima segunda-feira (9), de 18h30 às 20h30. As aulas são diárias e ocorrem na sede da Fundação Curro Velho, na rua Professor Nelson Ribeiro, 287, no final da travessa Djalma Dutra, bairro do Telegráfo. Informações: 3184 9112. (Ascom/Curro Velho)

PEDOFILIA: Crianças pobres são alvos mais fáceis

Crianças de famílias pobres podem ser alvo mais fácil de pedófilos porque sofrem várias formas de carência social e individual. Segundo o coordenador do programa Campanha Mato Grosso do Sul contra a Pedofilia, Angelo Motti, esse panorama foi, por exemplo, encontrado nos casos de abuso sexual que podem ter vitimado cerca de 40 crianças na cidade de Catanduva, interior de São Paulo.

“São pessoas menos protegidas pela informação e que podem se subjugar ao outro pela necessidade de subsistência. Elas também têm necessidade de ser conhecidas e sofrem com a carência de identidade”, descreveu o psicólogo, em entrevista à Agência Brasil.

Motti disse que essa parcela da população sofre também com a falta de educação sexual nas escolas públicas. “É fundamental discutir a sexualidade nas escolas, até porque ocorre uma distorção da sexualidade na mídia e na propaganda nos dias de hoje”, afirmou o psicólogo.

Para ele, a escola é importante tanto na prevenção quanto no combate à pedofilia. Geralmente, é em no ambiente escolar que ocorre a identificação de um caso de abuso sexual. “A escola é o grande caminho”, disse o psicólogo, ressaltando que atualmente os estabelecimentos de ensino não estão preparados para identificar, prevenir ou combater os casos de violência sexual.

De acordo com Motti, a violência contra a criança deriva principalmente do fato de a sociedade hoje estar formada e baseada numa estrutura em que a criança é tratada como um objeto ou um ser inferior, que depende do adulto.

“Há uma cultura de desrespeito à criança. Só se pensa na criança quando ela é uma consumidora. É natural que crianças e adolescentes dependam dos adultos, e a própria lei prevê a obrigação de todos os adultos de garantir a proteção integral dos direitos deles, inclusive os direitos sexuais. Isso as torna automaticamente dependentes das atitudes dos adultos.”

O psicólogo defendeu uma reflexão sobre como administrar essa dependência – se as crianças e adolescentes são tratados como seres inferiores aos adultos, como objetos e não como pessoas plenas de direitos e capazes de manifestar opinião, necessidades e desejos e como propriedade dos adultos. “Se os tratamos assim, estamos por por certo administrando essa dependência no sentido avesso ao que a lei propõe, e isso é maléfico para eles [crianças e adolescentes] e para a própria sociedade”, afirmou.

Nessa forma de dependência contrária à lei, a criança se torna uma vítima mais fácil para os crimes de violência sexual praticados por um adulto. “Nessa relação de dependência, a criança pode virar objeto de satisfação para o adulto, seja no mundo das artes, da propaganda ou até da violência sexual.”

No caso de violência sexual, a criança geralmente demonstra que foi vítima de abuso apresentando mudanças no comportamento familiar e social. Segundo o psicólogo, a criança pode apresentar sinais como desinteresse ou excessivo interesse por assuntos envolvendo a sexualidade; desinteresse pelos estudos ou atividades culturais e desportivas; sentimento de culpa elevado; atitudes agressivas com pessoas amadas ou amigas; redução drástica à imunidade; melancolia e choro sem motivo aparente e até o desenvolvimento de enfermidades sem nenhuma explicação adequada para isso.

De acordo com Motti, o tratamento da criança, nesse caso, será voltado principalmente para a exploração dos potenciais e da capacidade de superar a violência da qual foi vítima. O tratamento é geralmente multiprofissional - reunindo psicólogos, médicos, assistentes sociais e pedagogos – e não tem tempo determinado para terminar.

“Vai depender muito da história de vida da vítima - incluindo sua vida afetiva e as condições sociofamilares em que ela se encontre. Logicamente, as marcas da violência sexual não serão superadas, qualquer que seja o tempo, mas suas conseqüências podem, sim, ser trabalhadas com resultados positivos em dois anos de trabalho.”

segunda-feira, março 02, 2009

BELÉM-PARÁ-BRASIL

CIDADES DO PARÁ- MARABÁ



Marabá, cidade às margens dos rios Tocantins e Itacaiúnas com um nascer e um por do sol inesquecíveis para quem nela habita e que aqui chega.


MarabáCom seus cinco núcleos populacionais de características próprias, adquiridas pelas cheias dos rios, pela vinda de pessoas do país inteiro, e por sua potencialidade econômica.

Possui um forte apelo turístico em virtude de suas atrações naturais, aliada a economia gerada pela iniciativa privada, bem como o valor histórico da engenharia ali construída desde a década de 70, conforme diretrizes do governo militar, para atender as necessidades de instalações de siderúrgicas e incentivar a imigração oriunda principalmente do nordeste brasileiro.

A cidade dispõe de praças, clubes, espaços culturais, igrejas, galerias de artes, orla fluvial, belas praias e balneários, além de pesca esportiva e aventuras com passeios de barcos nos rios Tocantins e Itacaiúnas, nas trilhas ecológicas do Parque Zoobotânico de Marabá para quem adora diversão e aprecia a natureza.

Cidade pólo de desenvolvimento econômico do sudeste paraense, centro comercial, de decisões e negócios. Região rica em minérios, concentra investimentos e empreendimentos de indústrias, distribuída nas diferentes atividades da economia formal e informal do município.

Cidade de uma das estações da ferrovia que transporta passageiros, que escoa o minério de ferro da Serra Carajás a São Luis do Maranhão (Porto de Ponta da Madeira da companhia mineradora Vale).

Marabá oferece uma infraestrutura de serviços turísticos com vários hotéis, como o hotel capixaba, restaurantes, agências de viagens, locadoras de veículos, auditórios, parque de exposição, entre outros. Com isso, recebe muitos visitantes, seja para a realização de negócios ou para conhecer as belezas naturais do município.

História
Marabá começou a ser povoada em 1894, quando chegou à região o Coronel Carlos Leitão e fundou uma colônia agrícola próximo ao rio Tocantins. Em 1898 seus habitantes construíram um Barracão Comercial que chamaram de Marabá.

Seu crescimento se deu através da migração desordenada de pessoas de outras regiões, principalmente de nordestinos fugindo da seca. Com a migração desordenada, foram surgindo diversos conflitos. Tiroteios, desordens e crimes eram comuns ali. O local pertenceu ao município de São João do Araguaia.

Emancipada em 1913, Marabá passou por vários ciclos que sustentam sua economia até os dias de hoje. Começa com o ciclo da borracha, depois torna-se o maior exportador de castanha-do-pará do mundo.

Com a Segunda Guerra, os portos foram fechados e o ciclo do ouro começou. O ciclo atual é caracterizado pelo minério, pecuária, siderurgia e grandes empresas.


[editar] Fatores e pessoas importantes
Antonio Maia e a criação de Marabá
Antonio da Rocha Maia nasceu a 13 de junho de 1878, em Carolina, MA. Conforme informa Leônidas Duarte, Antonio Maia era trineto ilegítimo de D. Pedro I: sua avó paterna, Alzira, seria filha de D. José de Assis Mascarenhas, 5.º Governador da Província de Goiás e filho bastardo de D. Pedro I com Margarida Ernestina da Gama Souto.

Aos 18 anos, órfão de pai e mãe, Antonio Maia encontra-se em Baião, trabalhando com o comerciante Vítor Maravilha. Antonio acaba casando-se com D. Antonia Maravilha, filha do patrão. Em 1900 o casal muda-se para Marabá e Antonio passa a comercializar o caucho, com sucesso. A partir de 1907, Antonio – já o “Coronel” (de patente comprada) Antonio Maia passa a empenhar-se pela autonomia da região de Marabá, juntamente com outros homens, como Antonio Braga e Chaves, Antonio de Araújo Sampaio, Messias José de Souza, Melchiades Fontenelle e Sérvulo Brito.

Surge João Parsondas de Carvalho
Em 1908, o movimento emancipatório desenvolvido em Marabá levou o advogado provisionado João Parsondas de Carvalho a levar ao governo de Goiás a proposta do povo de Marabá e Conceição do Araguaia, de vincular-se àquele Estado. Marabá pertencia a Baião, que nenhuma assistência podia dar à região.

O Governo goiano enviou nomeação a Norberto de Melo, para arrecadador de tributos. O governo do Pará reagiu, criando o município de S. João do Araguaia pela Lei nº. 1.069 de 5 de Novembro de 1908, e estabeleceu seus limites (Decreto 1588 de 4 de Fevereiro de 1909). A mesma Lei 1.069 criou o Distrito Judiciário e Comarca do Araguaia. A Sede foi instalada em São João do Araguaia. Marabá passou a pertencer ao novo município como Distrito judiciário, contrariando o desejo de seus habitantes.

Mas a luta prosseguia
Em Marabá a mobilização continuou, iniciou-se a impressão de um jornal. O Itacaiúnas (dirigido por Alfredo Rodrigues de Monção, Manoel Domingues e Libório Gonçalves de Castro). Uma comissão, presidida por Antonio Maia, formou-se para preparar um ante-projeto de lei de criação do município de Marabá. Em 1912, o ante-projeto estava pronto, mas achou-se conveniente aguardar o ano seguinte, após a eleição para governador.

Afinal, a vitória
Em 1913, a comissão encarregou Pedro Peres Fontenelle de levar o projeto a Belém; apresentado pelo deputado Antonio Martins Pinheiro, o projeto foi do Cinqüentenário de Marabá. Antonio Maia foi nomeado, pelo governador, presidente da Comissão Administrativa do novo município. Um ano depois, em 1914, Antonio Maia foi eleito Intendente Municipal (cargo que corresponde ao de Prefeito).

Como surgiu o nome da cidade
Um poema escrito por Gonçalves Dias inspirou Francisco Coelho, que denominou o seu armazém de aviamento, situado na confluência dos rios Tocantins/Itacaiúnas. O armazém, na verdade um grande barracão, servia aos pioneiros de todo tipo de secos e molhados. Lá, segundo a tradição, Coelho comprava o caucho coletado, andiroba, copaíba, frutos da mata, caças diversas e, nos fundos mantinha um animado cabaré, com a venda de bebibas e mulheres que ele mesmo mandava vir do Maranhão.

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

SHOW MARCA OS 22 ANOS DO SCHIVASAPPA

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O Teatro Margarida Schivasappa completa 22 anos nesta quinta-feira, 26, mas as comemorações acontecem amanhã, sexta-feira, a partir das 20h30. O espetáculo de aniversário reunirá diversos artistas paraenses da música, teatro e dança. O ingresso é um quilo de alimento não-perecível e poderá ser trocado na bilheteria do Teatro a partir das 15h da sexta-feira. Os alimentos serão doados para instituições de caridade como o grupo Paravidda.

A comemoração terá os músicos Nilson Chaves, Walter Bandeira, Salomão Habib, Júlio Freitas e Gláfira Lobo. No eixo da dança vão se apresentar a Companhia de Dança Clara Pinto e o grupo de hip hop Power Crew. A noite ainda terá a trupe de teatro Palhaços Surdos e outros atores paraenses. A direção geral do espetáculo será de Geraldo Salles.

O Teatro faz parte da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves e é o maior palco em estilo italiano da cidade. Possui 485 lugares, incluindo poltronas e camarotes, e área destinada a portadores de necessidades especiais. Possui também fosso para orquestra e urdimento de ferro com sistema de funcionamento manual, além de duas salas de ensaio.

O Margarida Schivasppa publica, semestralmente, os editais dos projetos 'Terceira Campa', ' Uma Quarta de Música' e 'Temporada Experimental', que possibilitam a realização de espetáculos de dança, música e teatro e a formação de novas platéias a preços populares.

HOMENAGEADA


Margarida Schivasappa era filha do comerciante italiano Henrique Schivasappa e da soprano Carina da Costa Schivasappa. Nasceu, em Belém, no dia 10 de novembro de 1895. Cantora, professora e folclorista, estudou no Instituto Carlos Gomes, diplomando-se posteriormente pelo Conservatório Nacional de Canto Orfeônico.

Em 1931, foi nomeada professora de canto e coral da rede Municipal de Belém, e lecionou em colégios como Moderno, Gentil Bittencourt e a Escola Industrial de Belém. Chegou a exercer, em 1939, o cargo de superintendente de ensino, equivalente hoje ao cargo de Secretária de Educação do Estado. Neste mesmo ano, embarca para o Rio de Janeiro, onde mais tarde faria estágios e aperfeiçoamento no curso de música supervisionado por Heitor Villa Lobos.

A cantora realizou, em datas cívicas, concentrações de corais com até 1500 vozes em espaços públicos como o Teatro da Paz e em campos de futebol. Criou o Teatro do Estudante do Pará, o Norte Teatro Escola do Pará e o Grupo Experimental de Teatro do Pará. Faleceu em 1968, deixando como herança o desejo pela fomentação da cultura paraense.

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Cidades do Pará-Santarém



Santarém é um município brasileiro do estado do Pará. A "Pérola do Tapajós", como ficou poeticamente conhecida a cidade de Santarém, está situada na microrregião do Médio Amazonas, a 36m de altitude, na confluência dos rios Amazonas e Tapajós. Dista 1.369 km da capital do estado (807 em linha reta aproximadamente) e ocupa uma área de 22.887,08 km², com uma população de 274.285.

O clima é quente e úmido com temperatura média anual variando de 25º a 28°C. Apresenta pluviosidade média de 1.920 mm. As temperaturas mais elevadas ocorrem entre os meses de junho a novembro e o período de maior precipitação pluviométrica é dezembro a maio. Existe na cidade um forte sentimento de separação do Pará, formando o Estado do Tapajós.A Planície Amazônica ocupa a porção norte do município e constitui as áreas de várzea, temporariamente submetidas às inundações do rio Amazonas. Representa uma planície fluvial, levemente alçada em relação à lâmina d'água, possuindo as menores altitudes regionais, geralmente próximas a 20 metros. Compreende depósitos aluviais, atuais e subatuais, com predomínio de argilas e areias.

O Planalto Rebaixado da Amazônia representa uma superfície intermediária entre a planície supramencionada e o Planalto Tapajós-Xingu. Está bem caracterizado na porção centro-norte do município, ao sul da sede municipal e ao norte da serra do Piquiatuba, situado entre as cotas de 50 a 100 metros. Representa uma superfície pediplanada, desenvolvida sobre as rochas da formação Alter do Chão. Nesse domínio morfológico, o PRIMAZ/Santarém caracterizou a presença de aqüíferos, livres, semi-confinados e confinados, com suas respectivas profundidades (OLIVEIRA, 1996).
O Planalto Tapajós-Xingu é a feição morfológica dominante na porção centro-sul do município, situada nas maiores altitudes regionais, entre 100 e 150 metros, em média. É caracterizado por elevações de topo plano, com encostas escarpadas e ravinadas, em forma de platôs, onde se desenvolve uma drenagem espaçada, profunda, que tem o rio Mojuí como um exemplo típico.

[editar] Hidrografia
A rede hidrográfica do município foi dividida em seis bacias, sendo:

BACIA DO RIO AMAZONAS: Abrange mais de 1/6 de toda a extensão territorial do município. O rio Amazonas tem grande importância para o município, não apenas pela sua alta navegabilidade e riqueza na variedade e quantidade de pescados, mas também pelas suas terras de várzeas, com elevada fertilidade natural, em virtude da deposição cíclica de sedimentos, ricos em nutrientes.Na bacia do Amazonas destacam-se, também, inúmeras comunidades com seus artesanatos em palha, madeira, cerâmica, etc.
BACIA DO RIO ARAPIUNS: Localizada na porção oeste do município, entre as bacias do Tapajós e do Amazonas, a Bacia Hidrográfica do Arapiuns ocupa uma superfície aproximada de 7.064 km², correspondendo a cerca de 28% de todo o espaço municipal. Último grande afluente do rio Tapajós, o rio Arapiuns é um rio de águas límpidas, muito pobre em fitoplâncton e, em consequência, em vida aquática.
Ao longo da bacia do Arapiuns, existem inúmeras comunidades que se destacam na fabricação de artesanatos, utilizando como matérias-primas palhas e cipós diversos, além de cerâmica, madeira, tais como Cuipiranga, Urucureá, Vila Gorete, São Pedro e São Miguel.

BACIA DO RIO TAPAJÓS: É a segunda em extensão territorial, dentro das terras do município. O rio Tapajós é o principal curso d"água, cortando a porção central da região, de sul para norte, numa extensão de 132 km, até desaguar no Amazonas, em frente à cidade de Santarém.
Em grande parte da bacia do Tapajós predomina uma vegetação exuberante, com presença de árvores de grande porte, às vezes com alturas de 25 m a 35 m, caracterizando uma Floresta Densa de terra firme, na qual está inserida a Floresta Nacional do Tapajós, na margem direita do Tapajós. Na bacia do Tapajós, além da beleza cênica (praias, lagos), propícias ao turismo de lazer e ao turismo contemplativo (áreas com botos, pássaros), merecem destaque as comunidades que se dedicam ao artesanato (palha/cipós/fibras, madeira, cerâmica), tais como as comunidades de Alter do Chão, Vila Franca, Anumã e Solimões.

BACIAS DOS RIOS MOJU, MOJUÍ E CURUÁ-UNA: As bacias dos rios Moju, Mojuí são tributárias da bacia do rio Curuá-Una e formam juntas toda a malha hídrica existente na chamada "Região do Planalto", composta por inúmeros igarapés e rios de pequeno porte, todos convergentes para o rio central, o Curuá-Una. Juntas perfazem um total aproximado de 9.986 km², ou cerca de 37,65% de todo o município, ocupando a porção leste da região.
A bacia do Curuá-Una, no extremo oriental, tem uma superfície aproximada de 4.055 km², representando cerca de 15% de todo o espaço municipal. O rio Curuá-Una, afluente da margem direita do Amazonas, é o principal curso d"água. A bacia hidrográfica do Moju situa-se na porção centro-sul do município, entre as bacias do Curuá-Una e do Mojuí. Ocupa uma superfície aproximada de 3.325 km², ou cerca de 12,50% de todo o espaço municipal. O rio Moju, afluente da margem esquerda do Curuá-Una, é o principal curso d"água.A bacia do Mojuí está situada na porção central da região circundada pelas bacias do Tapajós, Amazonas, Curuá-Una e Moju. Ocupa uma superfície com cerca de 2.605 km², ou 9,80% do espaço municipal. O rio Mojuí, afluente do Moju, é o principal curso d"água.


[editar] Histórico
A história de Santarém começa com a primeira notícia que se tem do contato do homem "civilizado" e os índios Tupaiús ou Tapajós. Nurandaluguaburabara seria, talvez, o chefe dos Tupaiús, citado pelo monge dominicano Frei Gaspar de Carvajal que fazia parte da expedição de Francisco Orellana pela região, em 1542.

Em 1626, dá-se a chegada dos novos habitantes na região, na maioria portugueses. O Começo da povoação de Santarém foi marcado pela luta de terras entre índios e brancos.


Antiga Santarém.Santarém foi fundada pelo Pe. João Felipe Bettendorff, em 22 de junho de 1661. Logo ao chegar, o fundador construiu, de taipa, a primeira capela de Nossa Senhora da Conceição. Trinta e seis anos mais tarde, em 1697, ocorreu a inauguração da Fortaleza do Tapajós, numa colina próxima ao Rio Tapajós, para melhor proteção dos ataques de estrangeiros.

A Aldeia dos Tapajós, como era chamada, foi elevada à categoria de vila, em 14 de março de 1758, por Francisco Xavier de Mendonça Furtado, o então governador da Província do Grão Pará, recebendo o nome de Santarém. Foi elevada à categoria de cidade, em 24 de outubro de 1848, em conseqüência de seu notável desenvolvimento.


[editar] Cronologia
1542 - Primeira referência escrita de que se tem notícia com relação ao contato de brancos civilizados com os índios Tupaius ou Tapajós, onde se relata que Francisco Orellana saqueou as plantações de roça e milho desses índios.
1626 - Pedro Teixeira - Capitão Português - Chega à taba dos Tupaius com o objetivo de comprar silvícolas prisioneiros de guerra de outras tribos, para depois escravizá-los. No entanto, os Tupaius não aceitavam esse tipo de negócio, cabendo ao Capitão adquirir esteiras e outras curiosidades, além de manter um ótimo relacionamento com os índios.
1639 - Bento Maciel - Sargento-mor da Capitania do Cabo Norte - investe de surpresa sobre a aldeia dos Tapajós, com fúria implacável, dizimando grande número de índios.
1659 - Padre Antônio Vieira - Primeiro Jesuíta que veio expressamente ao Tapajós.
1661 - 22 de junho: Padre João Felipe Bettendorf instala missão na aldeia dos Tapajós, dando origem à cidade de Santarém.
1697 - Inauguração da Forte dos Tapajós.
1757 - Extinção das Missões Religiosas.
1758 - Aldeia dos Tapajós é elevada à categoria de Vila pelo Capitão-general Francisco Xavier de Mendonça Furtado (governador da Província do Grão-Pará), recebendo o nome de Santarém.
1761 - Um século após a construção da primeira capelinha de Nossa Senhora da Conceição, é iniciada a edificação da nova igreja mais a leste.
1819 - Visitam a Vila de Santarém os cientistas europeus Carlos Frederico Von Martius e Johann Baptist Von Spix.
1828 - O Legislativo passa a denominar-se Câmara Municipal, através de Lei Imperial.
1829 - 1 de junho: Instalação da primeira Câmara Municipal.
1835 - Início da Cabanagem - movimento revolucionário popular, cujo nome deriva do fato de que a grande maioria dos revolucionários era de origem humilde, habitantes de barracas ou cabanas.
1848 - 24 de outubro: A Vila de Santarém, pela Lei nº 145, é elevada à categoria de Cidade.
1853 - Início da construção da antiga Prefeitura Municipal.
1853 - Outubro: Circula em Santarém o primeiro jornal da cidade com o nome de Amazoniense.
1867 - 17 de setembro: Chegada a Santarém dos primeiros confederados norte-americanos para instalar colônia.
1888 - 13 de maio: Santarém antecipa-se à Lei Áurea extinguindo a escravatura.
1896 - 28 de junho: Inauguração do Teatro Vitória.
1900 - 3 de maio: Inauguração do Grupo Escolar de Santarém (atual Frei Ambrósio). É a mais antiga escola em funcionamento na cidade de Santarém.
1903 - 21 de setembro: Criação da Prelazia de Santarém, através do decreto "Romani Pontifices" do Papa Pio X.
1904 - 29 de setembro: Instalação solene da Prelazia de Santarém e posse do primeiro prelado Monsenhor Frederico Benício de Sousa Costa.
1907 - 3 de agosto: Chegada a Santarém dos primeiros franciscanos chefiados por Frei Amando Bahlmann.
1908 - A Prelazia de Santarém é oficialmente confiada aos franciscanos, sendo Frei Amando Bahlmann nomeado Prelado.
1910 - Fundação da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição por Dom Amando Bahlmann e Madre Maria Imaculada.
1915 - 31 de maio: Inauguração do novo convento e orfanato de Nossa Senhora de Lourdes (atual Colégio Santa Clara).
1918 - Criação e funcionamento da Escola São Francisco por Frei Ambrósio Philipsenburg.
1919 - 29 de novembro: Realização do primeiro Círio de Nossa Senhora da Conceição em Santarém.
1928 - Chegada a Santarém de navios trazendo homens e máquinas enviados por Henry Ford para a implantação da Companhia Ford Industrial do Brasil. Fordlândia (município de Itaituba) e depois Belterra (município de Santarém) foram os locais escolhidos pelos técnicos de Ford para o cultivo em grande escala da seringueira.
1940 - 2 de julho: Inauguração do primeiro estabelecimento bancário em Santarém, sub-agência do Banco do Brasil S/A.
1942 - Criação do Serviço Especial de Saúde Pública (SESP) através de acordo firmado entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos da América do norte. Mais tarde, já sob a tutela exclusiva do governo brasileiro foi transformado em Fundação.
1943 - 14 de março: Inauguração do Ginásio Dom Amando.
1943 - 25 de junho: Chegada a Santarém dos quatro primeiros sacerdotes franciscanos da Província do Sagrado Coração de Jesus, dos Estados Unidos da América do Norte.
1948 - 16 de março: Instalação da Escola Técnica de Comércio do Baixo Amazonas Rodrigues dos Santos.
1948 - 15 de outubro: Criação do Instituto Batista de Santarém.
1948 - 24 de outubro: Inauguração da Rádio Clube de Santarém.
1954 - 24 de outubro: Inauguração do Serviço Telefônico de Santarém, com duzentos aparelhos automáticos, instalados pela Empresa Telefônica de Santarém Ltda.
1960 - Instalação do Ginásio Normal São Raimundo Nonato, dirigido pelas Irmãs Adoradoras do Sangue de Cristo.
1962 - 1 de maio: Realização da solenidade de lançamento da pedra fundamental para a construção da primeira escola pública a nível secundário Colégio Estadual Prof. Álvaro Adolfo da Silveira.
1964 - 5 de julho: Inauguração da Rádio Emissora de Educação Rural de Santarém Ltda.
1969 - 12 de setembro: Inclusão de Santarém na Área de Segurança Nacional, através do Decreto Lei nº 866. A partir desse momento, o santareno não mais poderia escolher o seu prefeito, que passaria a ser nomeado pelo Presidente da República.
1970 - 14 de julho: Criação da Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), através do Decreto nº 7.125. A instalação oficial deu-se a 24 de julho.
1970 - 24 de agosto: Chegada a Santarém do Destacamento Precursor do recém-criado 8º Batalhão de Engenharia de Construção, do Exército Brasileiro, objetivando a implantação da rodovia Santarém-Cuiabá.
1970 - 12 a 19 de dezembro: Realização do 1º Festival de Música Popular do Baixo Amazonas.
1971 - 14 de outubro: Implantação do Campus Avançado da Universidade Federal de Santa Catarina em Santarém.
1974 - 11 de fevereiro: Inauguração do Cais do Porto de Santarém pelo Presidente da República General Emílio Garrastazu Médici.
1977 - 19 de agosto: Inauguração da Hidrelétrica de Curuá-Una, primeira hidrelétrica construída na Amazônia.
1979 - 26 de maio: Inauguração da TV Tapajós, pioneira em Santarém.
1980 - 6 de dezembro: Inauguração da estação rastreadora de Santarém pela Empresa Brasileira de Telecomunicações (EMBRATEL), possibilitando assim o funcionamento de canais de telefonia, telex e a captação de transmissões de televisão.
1981 - 12 de julho: Inauguração do Anfiteatro Joaquim Toscano na praça Barão de Santarém.
1985 - Criação em Santarém da primeira instituição de ensino de 3º grau do interior do Pará, o Instituto Santareno de Ensino Superior (ISES).
1985 - 15 de novembro: Eleição direta para prefeito, conforme decisão do Congresso Nacional, para municípios de área de segurança nacional.
1987 - 11 de março: Reinauguração da Casa de Cultura de Santarém, que por Decreto do Governador Jáder Barbalho passou a chamar-se Casa de Cultura Historiador João Santos.
1987 - 11 de março: Inauguração da primeira etapa do Estádio Jáder Barbalho.
1990 - Instalação em Santarém da Universidade Luterana do Brasil.
1991 - 22 de junho: Inauguração do novo prédio da Prefeitura Municipal Palácio Senador Jarbas Gonçalves Passarinho.
1993 - 20 de agosto: Implantação do Pólo Santarém da Fundação Carlos Gomes pela professora Maria da Glória Boulhosa Caputo.
1994 - 10 de agosto: Instalação da Escola de Música Maestro Wilson Fonseca, nas dependências da Casa de Cultura.
1995 - 15 de setembro: Posse do maestro Wilson Fonseca em Belém na Academia Paraense de Letras.

Orla de Santarém à noite.1995 - 08 de dezembro: Criação da 1a. Caminhada de Fé com Maria, por Pe. Auricélio Paulino. Mojuí dos Campos a Santarém - 37 Kms - Nossa senhora da Conceição.
2001 – Inauguração da Orla de Santarém e do Instituto Esperança de Ensino Superior – IESPES.
2002 – Falecimento do Maestro Wilson Dias da Fonseca (Isoca).
2003 – Inauguração da Cargill em Santarém.
2007- Chegada do novo Bispo de Santarém, Dom Esmeraldo.

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quinta-feira, fevereiro 19, 2009

cidades do Pará-ANANINDEUA


Ananindeua é um município brasileiro do estado do Pará. Localizado na Grande Belém, é o segundo mais populoso município do estado e o terceiro da Amazônia. Sua população estimada é de 498.095 habitantes, está a uma latitude 01º21'56" sul e a uma longitude 48º22'20" oeste.Possui uma área de 191,42,9 km².

O nome Ananindeua é de origem tupi, deve-se a grande quantidade de árvore chamada Anani, uma árvore que produz a resina de cerol utilizada para lacrar as fendas das embarcações. A cidade é originária de ribeirinhos, começou a ser povoada a partir da antiga Estrada de Ferro de Bragança.

Originalmente considerada "cidade dormitório", apresentou um considerável desenvolvimento nos últimos anos, decorrente da falta de espaço para a construção de novas moradias em Belém. Teve seu maior incremento polpulacional a partir da construção ba BR-010 (Belém-Brasília)na década de 1960, na qual as industrias localizadas em Belém começaram a se estabelecer ao longo desta rodovia. Na década de 1970, inicia a construção do primeiro conjunto habitacional Cidade Nova, programa de habitação de ambito Federal, sob responsabilidade da Companhia Habitação do Estado do Pará (COAHB), foi uma espécie de ordenamento da periféria. A área foi adquirido aos poucos, pertencia em sua maioria a japones e nordestinos, que possuim hortas e granjas, a COHAB comprou os terrenos e foi inaugurando as Cidades Novas, que ao todo são 9 (nove). Depois foi inaugurado o conjunto Guajará, em seguida seria inaugurado o conjuto PAAR (Pará, Amapá, Amazonas e Roraima), no entanto, em sua fase final foi invadido por populosos e por um breve período da história do município foi considerado como a maior invasão da América Latina, hoje ele é considerado um conjuto habitacional. As margens desse processo, surgiram as áreas de invasões expontaneas, localizadas principalmente próximas aos conjutos habitacionais. hoje a area continetal de Ananindeua concentra mais de 90% da população do município (ALMEIDA, Adrielson Furtado. Ananideua e a sua identidade cultural. Belém: UFPA. 2006)

A área insular de Ananideua, fica ao norte do município, sendo composta por 9 ilhas, são elas: Viçosa, João Pilatos, Santa Rosa, Mutá, Arauari, São José da Sororóca, Sororóca, Sassunema e Guajarina. É ´formada por inúmeros rios, com destaque para o Maguari, e furos, com destaque para o da Bela Vista e das Marinhas, e igarapés. (ALMEIDA, Adrielson Furtado. Proposta de zoneamento turistico para a região insular de Ananindeua/PA. Belém: UFPA. 2008)

Referências históricas datadas de meados do século XIX permitem identificar traços da fundação do Município de Ananindeua. Esses traços guardam relação com o estabelecimento de uma parada e/ou estação da Estrada de Ferro de Bragança, na área territorial, no lugar onde, hoje se encontra instalada sua sede municipal. Originalmente, Ananindeua pertencia à circunscrição de Belém. A partir da localização da estação da Estrada de Ferro, o seu povoamento começou a adquirir dinamismo, sendo reconhecido como freguesia, e mais tarde, como Distrito de Belém.

Nas fontes históricas consultadas, não foi possível encontrar os instrumentos eclesiásticos da sua elevação à categoria de freguesia, nem os instrumentos legais de sua consideração como Distrito.

Sabe-se, no entanto que, em 1938, por um Ato do Governo Estadual, passou a ser considerada como sede distrital, pertencendo ao Município de Santa Isabel, retornando ao patrimônio territorial de Belém. Pelo Decreto-lei Estadual nº 4.505, de 30 de dezembro de 1943, promulgado pelo Interventor Federal, Magalhães Barata, o Município de Ananindeua foi criado, acontecendo sua instalação, como tal, em 3 de janeiro de 1944.

Para dirigir o novo Município, assumiu a prefeitura Claudemiro Belém de Nazaré. No mês de outubro de 1945, com a queda do regime ditatorial, segunda a Enciclopédia dos Municípios, foi nomeado como Prefeito de Ananindeua Fausto Augusto Batalha. Sua sede municipal foi reconhecida como cidade em 31 de dezembro de 1947, com a aprovação da Lei nº 62, que foi publicada no Diário Oficial do Estado, em 18 de janeiro de 1948.

O nome desse Município advém da abundância de árvores denominadas ANANI, que crescia à margem do igarapé que recebeu o nome de Ananindeua.

Entre os anos 1947 a 1956, o Município de Ananindeua contava com os seguintes, distritos: Ananindeua, Benevides, Benfica e Engenho do Ararí. No ano de 1961, pelo disposto na Lei nº 2.460, de 29 de dezembro, com as áreas de seus distritos (Engenho Ararí, Benfica e Benevides), foi constituído o Município de Benevides. Atualmente, o Município de Ananindeua é constituído apenas do distrito-sede: Ananindeua.


[editar] Geografia
Limites
Norte - Município de Belém

Sul - Rio Guamá

Leste - Município de Marituba

Oeste - Município de Belém

Nordeste - Município de Benevides

Ilhas
O Município possui 14 ilhas (9 ilhas ao todo*)de natureza quase intocada que serve como um verdadeiro centro de reprodução de toda diversidade biológica da floresta Amazônica. (*Ver Almeida, 2008)

As ilhas de Ananindeua são quase todas habitadas. São pequenos povoados habitados por homens, mulheres e crianças que vivem na rotina do encher e ser das águas do Rio Maguari. Em cada um destes povoados é possível encontrar uma igreja, um campo de futebol, uma pequena escola e muito verde. A estrada do povo ribeirinho é o próprio rio e o seu meio principal de locomoção são as canoas e os “pô-pô-pôs”, que levam e trazem o produtor, o aluno, o professor e o visitante pelos caminhos de rio.

Solos
Os solos do município são caracterizados como Concrecionários Lateríticos Indiscriminados distróficos, textura indiscriminada, Latossolo Amarelo distrófico, textura média.

Vegetação
A vegetação é caracterizada pela floresta secundária, em vários estágios, proveniente do desmatamento executado na área, para o cultivo de espécies alimentícias de ciclo curto (milho, Mandioca, etc.). Nas áreas sujeitas à inundação margeando os rios, está presente a vegetação de várzea, com suas espécies típicas, como a virola ou ucuúba, a andiroba, o açaí e o miriti ou buruti.

Desmatamento
O desmatamento alcançou 78,03% até o ano de 1986, de acordo com as imagens LANDSAT-TM. Durante os anos de 2001 e 2006, a região que mais perdou sua cobertura vegetal foi a região insular, mais precisamente na ilha de João Pilatos e Sororóca (ALMEIDA, 2008). Os principais acidentes geográficos e que devem ser preservadas são os rios Benfica, Maguari-Açu e Guamá e igarapés: Aurá e Uriboquinha. É de fundamental importância a preservação do manancial de águas do Utinga para garantir a boa qualidade e quantidade de água, necessária ao abastecimento de Belém e, parte deste, encontra-se no Município de Belém.

Topografia
O Município apresenta um relevo relativamente uniforme, com pouquíssimas oscilações altimétricas, sendo que sua cota média gira em torno de 16 metros.

Hidrografia
A hidrografia do município é representada pelos rios Guamá ao Sul, fazendo limite com Belém; o Maguari-Açu, ao Norte e o Benfica a Nordeste limitando com Benevides. Para o Guamá vertem o rio Água Preta, limite natural, a Oeste, com o Município de Belém; o rio Uriboquinha, o qual, em todo o seu curso, serve de limite parcial com Benevides; e o igarapé Aurá. O rio Maguari-Açu deságua no furo do Maguari e forma limite natural, a Noroeste, com o Município de Belém. Ao Norte, encontram-se as ilhas João Pilato, Santa Rosa e Sassunema.

Clima
O clima é megatérmico, úmido, temperatura elevada em torno de 25°C, pequena amplitude térmica. O regime pluviométrico está em torno de 2.250 a 2.500mm com chuvas regulares, com maior concentração de janeiro a junho. A umidade relativa do ar está em torno de 85%.

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

cidades do Pará- Breves


Breves é um município brasileiro do estado do Pará. Localiza-se a uma latitude 01º40'56" sul e a uma longitude 50º28'49" oeste, estando a uma altitude de 40 metros. Sua população estimada em 2004 era de 91.404 habitantes.

Localização

Ao sudoeste da ilha do Marajó

Limites

Ao norte, Afuá e Anajás Ao sul, Melgaço A leste, Anajás, Curralinho e São Sebastião da Boa Vista A oeste, Melgaço e Gurupá

História
Os primeiros habitantes da região foram os índios da tribo dos Bocas. Em 19 de Novembro de 1738, o capitão geral do Pará, João de Abreu Castelo Branco, concedeu aos irmãos portugueses Manuel Breves Fernandes e Ângelo Fernandes Breves uma sesmaria, localizada às proximidades do rio Parauhaú. Com a instalação de um engenho, o lugar passou a ser chamado de “Engenho dos Breves”, em homenagem aos seus fundadores. Em 25 de Outubro de 1851 foi criado o município de Breves. Atualmente, o município de Breves é constituído pela sede e distritos de Antônio Lemos, Curumu e São Miguel dos Macacos.

Acesso

A partir de Belém De barco: viagem com duração de 12 horas, partindo Portos Bom Jesus, Custódio, Tamandaré, Comercial, Mundurucus e Ankel(Localizados ao longo da Estrada Nova - Caes de Belém). De avião: Saindo do aeroporto Júlio César - em Belém(PA): Empresa de transporte de passageiros Meta(bimotor)com duração de 30 minutos ou por vôos fretados(monomotor), com duração de cerca de 45 minutos.


[editar] Economia
Baseada no extrativismo, destacando-se açaí, palmito, carvão e madeira. Na agricultura, destaca-se arroz, milho, mandioca, laranja, banana e limão. Na pecuária, destaca-se gado, búfalo e suínos. A capital do município possui agências bancárias do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e do Banco do Estado do Pará - Banpará. Possui ainda correspondentes bancários como Banco Postal (Bradesco)e Banco Popular do Brasil(Banco do Brasil).


[editar] Turismo
Rio Parauhaú

Extenso e navegável em todo o seu percurso.Escala quase obrigatória para as embarcações que navegam pelo rio Amazonas.

Rio Pracaxi

No estreito de Breves, destaca-se como rio de grande profundidade. A 30 minutos de voadeira(lancha motorizada) da sede do município.

Estreito de Breves

Formado por um conjunto de pequenos rios e ilhas, segundo a tradição popular, os navegadores, ao entrarem no estreito, na região de confluência das águas do Amazonas com o rio Pará, devem atirar às águas uma oferenda para as Divindades do fundo do rios para que estas permitam uma viagem segura.

Igarapé Grande

Destaca-se por sua coloração escura e transparente pela vegetação de suas margens representadas por plantas aquáticas e palmeiras.

Rio Mapuá

Localizado a 12 horas de barco à partir da cidade, constitui-se em rio estreito cercado por matas virgens com águas escuras e frias que levam até a comunidade de Cumarú, vila onde se pode visitar o Casarão - contrução grande(de dois andares) em madeira acapú, datada de 1945 - remanescente do período áureo da borracha em função da demanda pela 2ª Guerra. Possui uma escola de nível básico, um pequeno comércio, energia a motor diesel, uma pequena igreja e recepção de tv via satélite(parabólica).

Igreja Matriz de Sant'Ana

Localizada na av. Presidente Getulio Vargas, com início de suas obras datado de 1861.

Prédio da BISA - Breves Industrial S/A

construído em 1925, é representante de um período áureo, da cidade, quando Breves ficou conhecida como “Celeiro Mundial da Madeira”.

Corcovado

antiga fabrica beneficiadora de borracha, durante o período da 2º Guerra Mundial.

Trapiche Municipal

prédio histórico em estilo eclético.

Casa da Cultura

utilizada para a realização de eventos culturais no espaço do auditório, que é moderno, confortavél, climatizado e equipado com capacidade para até 120 pessoas.

Divisão de Cultura

espaço para realização de oficinas de teatro, dança e artesanato, com capacidade para 230 pessoas.

Culinária

Os principais pratos típicos são produzidos a partir do camarão, boi, búfalo, peixes, caças e açaí. Podemos citar alguns como o tacacá, cuscuz, entre outros.

Artesanato

Entre os materiais produzidos podemos destacar: peneiras, cestas, paneiros, tipiti, matapi, alguidar, panelas de barro, vassouras e outros, produzidos a partir da utilização de cipós, talas de palmeiras, madeira, barro e palha.

Folclore

Realiza-se anualmente o Forrozão Marajoara e o Festival Brevense de Folclore, onde são apresentados os inúmeros grupos folclóricos do município, com destaque para: Grupo Folclórico Nheengaibas, Roceiros da Castanheira, Geração Junina, Roceiros do Marajó, Roceiros da Cidade Nova, Mata Velho, Nova Geração Moderna Papy Legal, Sensação Junina do Aeroporto, Boi- Bumba, Pai do Campo, Revelação Junina da Mainardi Guará . Danças apresentadas: Xote, mazurca, carimbó e retumbão.

Calendário de Eventos Culturais

12 a 20 de janeiro - Festividade de São Sebastião junho - Forrozão Marajoara 26 de julho - Festividade de Nossa Senhora de Santa’ana 19 a 22 de agosto - Festividade Brevense de Folclore 30 de novembro - Aniversário do Município.


[editar] Comunicação
Possui uma agência dos Correios(EBCT), telefonia fixa e celular(com as operadoras: TIM, VIVO e AMAZÔNIA CELULAR) e internet: BBCnet, Marajonet, Zion, VivoZap(wi-fi).


[editar] Saúde
Hospital Municipal de Breves e atendimento médico e ambulatorial privados,e futuramente o hospital regional


[editar] Abastecimento
A cidade é abastecida de água e energia - provido pelas concessionárias estaduais. A energia é gerada através de usina dieselétrica.

terça-feira, fevereiro 17, 2009

ARRAIAL DO PAVULAGEM

CHEGADA DO CORDÃO DO PEIXE-BOI À PRAÇA DO CARMO

arrastão do cordão do peixe-boi na cidade velha





VAI MEU POVO, MOSTRA PRO BRASIL QUE A NOSSA TERRA NÃO É SÓ RICA EM MINÉRIOS, NOSSA VERDADEIRA RIQUEZA ESTÁ NA NOSSA CULTURA E NA FELICIDADE E ALEGRIA DE NOSSO POVO. E VIVA O PARÁ!!!!!

BLOCOS DE DUPLO SENTIDO, MAS COM UM SENTIDO ÚNICO: A DIVERSÃO

QUE OS PURITANOS ME PERDOEM E OS FALSOS MORALISTAS ENFIEM AS SUAS LÍNGUAS EM UM LUGAR MAIS GOSTOSO, COMO NUM BOM SORVETE DE TAPIÓCA, MAS PASSAR O CARNAVAL EM BELÉM E NÃO RELEMBRAR OS BONS TEMPOS EM QUE O BOM HUMOR E A CRIATIVIDADE ERAM MARCAS REGISTRADAS DOS CRIADORES DOS DIVERSOS BLOCOS DE SUJO QUE DESFILAVAM NAS RUAS DE BELÉM, ICOARACY E MOSQUEIRO ENTRE OUTROS. NOMES QUE, ÀS VEZES, A GENTE NÃO PODIA CITAR EM CERTOS LUGARES PARA NÃO SERMOS MAL INTERPRETADOS, PRINCIPALMENTE DENTRO DE CASA. IMAGINEM SÓ, UM ADOLESCENTE, OU ATÉ MESMO UM JOVEM JÁ COM MAIS UM POUQUINHO DE IDADE, QUANDO NUM BELO DOMINGO DE CARNAVAL AO SAIR DE CASA É ABORDADO PELA SUA HONROSA E CARINHOSA MÃE, E PERGUNTADO A ESSA "INGÊNUA" CRIATURA CÂNDIDA E SEM MALDADE PARA ONDE ELE SE DIRIGIA E O TAL ELEMENTO SEM MALDADE ALGUMA E ATÉ PELO RESPEITO PELA SUA GENITORA, FICASSE COM O ROSTO ROSADO DE VERGONHA SEM SABER COMO RESPONDER A TÃO SIMPLES QUESTÃO. COMO PELA OBRIGAÇÃO DA RESPOSTA, E PELA PRESSA DE ENCONTRAR COM OS AMIGOS, O JOVEM SEM TITUBIAR RESPONDE: "VOU À PRAÇA DA REPÚBLICA ATRÁS DO XIRI RELAMPEANDO". VOCÊS ACHAM QUE ESTE INFELIZ DEPOIS DESSA SAIU DE CASA PRA ALGUM LUGAR? ENTÃO MINHAS ADORÁVEIS E CARINHOSAS MÃES DE FOLIÕES DE TODAS AS IDADES E OPÇÕES, SEGUE AQUI ALGUNS NOMES DE BLOCOS QUE FIZERAM E AINDA FAZEM PARTE DA TRADIÇÃO CARNAVALESCA DE BELÉM: O JÁ CITADO XIRI RELAMPEANDO; FILHOS DE GLANDE; AFOXÉ DO GUARDA CHUVA ACHADO; CORUJÃO; NO CARNAVAL COBRA NÃO MORDE, PICA; CHUPICOPICO, ENTRE OUTROS. FICA ASUGESTÃO, PONHA A CAMISINHA NA CABEÇA E CAIA DE BOCA NO CARNAVAL DE BELÉM. SEM DUPLO SENTIDO!!!

PAVULAGEM

ARRASTÃO DO PAVULAGEM 2008

ARRAIAL DO PAVULAGEM

ARRASTÃO DO CORDÃO DO PEIXE-BOI

Quem sou eu

Minha foto
Belém, Pará, Brazil
Claudio Junior, divorciado, 46 anos, uma filha a qual é minha vida, estou criando este blog para divulgar um pouco da minha tapiocaria e nossos produtos. As tapiocas do papai já são um sucesso devido sua qualidade e sabor, prove e comprove